Servidor estadual começa a receber na segunda
Pagamento de 215 mil contracheques segue até quarta-feira
ROCHELLI DANTAS
Cumprindo a promessa de pagamento antecipado, o Governo do Estado começa a pagar os funcionários públicos a partir da próxima segunda-feira (24 de maio). Segundo calendário divulgado, ontem, como vem acontecendo desde dezembro, o pagamento será realizado em três dias. Como de costume, os primeiros a receberem os proventos são os servidores aposentados e pensionistas. No dia 25, terça-feira, será a vez dos servidores ativos da Secretaria de Educação e do Conservatório Pernambucano de Música (CPM). Os demais funcionários do Estado receberão os salários na próxima quarta-feira (26 de maio).
Desde o ano passado, a gestão conseguiu diminuir o período dos depósitos. Até novembro, eles eram divididos em cinco dias. A partir de dezembro, quando os funcionários receberam os proventos do 13° salário, o pagamento está sendo efetuado em apenas três dias. Segundo a Secretaria de Administração (SAD), a atual folha de pagamento corresponde a R$ 450 milhões. O montante é correspondente ao pagamento de 215 mil contracheques.
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sábado, 22 de maio de 2010
PM se envolve em confusão e atira dentro de Boate (Major PM Cantarelli)
Major da PM se envolve em confusão e atira dentro de boate
Frequentadores, desesperados, quebraram o portão para sair do local
Marcela Alves e Manoel Guimarães
A festa Quinta Black desta semana, promovida pela boate Downtown Pub há seis anos, no Bairro do Recife, terminou de forma inesperada para os cerca de 360 frequentadores: pânico geral. O major da Polícia Militar Enéas Dantas de Carvalho Cantarelli Junior efetuou um disparo de revólver dentro do estabelecimento. Ele foi atingido por um copo de cerveja no rosto, e teria saído do local para buscar a arma no carro, e em seguida retornou. Com medo, populares chamaram a polícia e ainda tiveram que quebrar a porta da saída de emergência para evacuarem o espaço. Um dos frequentadores, que se divertia na boate, disse que a confusão teve início por volta de 1h40. “Ele entrou sangrando muito no rosto e com a arma em mãos, apontando. Depois ouvimos o tiro, e muita gente se abaixou. O alívio só veio quando arrombaram o portão e conseguimos sair, num corre-corre danado”, narrou.
A reportagem da Folha ouviu várias pessoas que estavam na boate, dentre funcionários e frequentadores. Nenhum deles quis se identificar, alegando medo de represálias. Entretanto, todas as versões incriminavam o policial. “Ele estava com uma câmera tirando fotos das mulheres, quando se dirigiu a uma que estava acompanhada. O companheiro desta não gostou e atirou um copo no rosto dele. Ele saiu para pegar a arma e quando voltou ficou com ela apontada para cima, na pista da boate. Foi quando o DJ parou a música, a luz acendeu e todo mundo ficou com medo. O policial militar mandou as mulheres ficarem no andar de cima e os homens no andar de baixo”, relatou um dos entrevistados. Essa divisão, que não chegou a ocorrer, ajudaria o major a encontrar quem o agrediu, mas, antes disso, os clientes arrombaram o portão e conseguiram deixar o local.
O major chegou a ameçar alguns funcionários com a arma. Nessa hora, um dos funcionários do Downtown já havia comunicado à polícia sobre o tumulto. “Os policiais chegaram e pensamos que iriam detê-lo. Mas, para nossa surpresa, eles fizeram continência ao major, que ficou no controle da situação e ainda ameaçou seguranças”, denunciou outro popular. Além da Polícia Militar, duas viaturas da Corregedoria foram acionadas para o local. Porém, quando chegaram, o major já havia deixado o recinto encapuzado, em uma viatura do 16º Batalhão. Os policiais não informaram que providências serão tomadas contra Cantarelli. No entanto, ressaltaram que os soldados que entraram na boate não poderiam prender o major, apenas um coronel teria autoridade para tal. Por volta das 3h30, a boate já estava esvaziada e o prejuízo começava a ser calculado.
O advogado da casa noturna, Misael Montenegro Filho, informou que, a princípio, a gerência não promoverá nenhuma ação legal contra o policial. “Não queremos tomar nenhuma atitude precipitada, neste primeiro momento de investigação, apesar da casa não descartar a possibilidade de entrar com um ação, até porque o estabelecimento foi prejudicado”, esclareceu o advogado. Apesar do acontecimento, a casa noturna está funcionando normalmente.
Frequentadores, desesperados, quebraram o portão para sair do local
Marcela Alves e Manoel Guimarães
A festa Quinta Black desta semana, promovida pela boate Downtown Pub há seis anos, no Bairro do Recife, terminou de forma inesperada para os cerca de 360 frequentadores: pânico geral. O major da Polícia Militar Enéas Dantas de Carvalho Cantarelli Junior efetuou um disparo de revólver dentro do estabelecimento. Ele foi atingido por um copo de cerveja no rosto, e teria saído do local para buscar a arma no carro, e em seguida retornou. Com medo, populares chamaram a polícia e ainda tiveram que quebrar a porta da saída de emergência para evacuarem o espaço. Um dos frequentadores, que se divertia na boate, disse que a confusão teve início por volta de 1h40. “Ele entrou sangrando muito no rosto e com a arma em mãos, apontando. Depois ouvimos o tiro, e muita gente se abaixou. O alívio só veio quando arrombaram o portão e conseguimos sair, num corre-corre danado”, narrou.
A reportagem da Folha ouviu várias pessoas que estavam na boate, dentre funcionários e frequentadores. Nenhum deles quis se identificar, alegando medo de represálias. Entretanto, todas as versões incriminavam o policial. “Ele estava com uma câmera tirando fotos das mulheres, quando se dirigiu a uma que estava acompanhada. O companheiro desta não gostou e atirou um copo no rosto dele. Ele saiu para pegar a arma e quando voltou ficou com ela apontada para cima, na pista da boate. Foi quando o DJ parou a música, a luz acendeu e todo mundo ficou com medo. O policial militar mandou as mulheres ficarem no andar de cima e os homens no andar de baixo”, relatou um dos entrevistados. Essa divisão, que não chegou a ocorrer, ajudaria o major a encontrar quem o agrediu, mas, antes disso, os clientes arrombaram o portão e conseguiram deixar o local.
O major chegou a ameçar alguns funcionários com a arma. Nessa hora, um dos funcionários do Downtown já havia comunicado à polícia sobre o tumulto. “Os policiais chegaram e pensamos que iriam detê-lo. Mas, para nossa surpresa, eles fizeram continência ao major, que ficou no controle da situação e ainda ameaçou seguranças”, denunciou outro popular. Além da Polícia Militar, duas viaturas da Corregedoria foram acionadas para o local. Porém, quando chegaram, o major já havia deixado o recinto encapuzado, em uma viatura do 16º Batalhão. Os policiais não informaram que providências serão tomadas contra Cantarelli. No entanto, ressaltaram que os soldados que entraram na boate não poderiam prender o major, apenas um coronel teria autoridade para tal. Por volta das 3h30, a boate já estava esvaziada e o prejuízo começava a ser calculado.
O advogado da casa noturna, Misael Montenegro Filho, informou que, a princípio, a gerência não promoverá nenhuma ação legal contra o policial. “Não queremos tomar nenhuma atitude precipitada, neste primeiro momento de investigação, apesar da casa não descartar a possibilidade de entrar com um ação, até porque o estabelecimento foi prejudicado”, esclareceu o advogado. Apesar do acontecimento, a casa noturna está funcionando normalmente.
PRESÍDIO ANÍBAL BRUNO: Preso escapa pelo muro
ANÍBAL BRUNO -
Detento escapa após pular muro
ALEXANDRE FERREIRA e CYNTHIA MORATO
Pelo menos um detento do Presídio Professor Aníbal Bruno, em Tejipió, fugiu ontem após usar entulhos para construir uma espécie de escada e pular o muro da unidade, que possui aproximadamente quatro metros de altura. Outros três presos que haviam iniciado a escalada não conseguiram escapar, pois foram avistados por um policial que fazia a segurança do presídio.
Por volta das 21h20, os quatro reeducandos estavam subindo a escada, entre as guaritas 8 e 9, do lado esquerdo da unidade, quando o PM os viu e atirou para cima. Apenas o preso que estava praticamente no topo do muro conseguiu pular para o outro lado. A parede, segundo a polícia, tem cerca elétrica, que está desligada por conta das obras. Oito viaturas fizeram rondas nas proximidades da unidade prisional, mas não encontraram o detento.
A suspeita é que o fugitivo seja um preso condenado em 2009 por roubo. Porém, a identidade dele só seria confirmada após a contagem dos mais de três mil presos, que iniciou às 23h40 e, até o fechamento desta edição, não havia terminado. Apenas após essa contagem é que a polícia poderia informar, ainda, se apenas um detento fugiu ou se outros haveriam passado pelo muro antes de o quarteto ser interceptado.
Esta é a segunda fuga que acontece em uma semana com detentos utilizando entulhos das obras para pularem o muro do Aníbal Bruno. No último dia 18, quem escapou foi o presidiário Jackson Jeferson de Olveira, de 28 anos. O foragido cumpria pena desde 2000 por assalto, homicídio e tráfico de drogas e já teve passagens pelas penitenciárias de Petrolina, de Igarassu e Barreto Campelo, em Itamaracá. Jackson também já esteve foragido uma vez, em 2007, quando escapou do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP).
Detento escapa após pular muro
ALEXANDRE FERREIRA e CYNTHIA MORATO
Pelo menos um detento do Presídio Professor Aníbal Bruno, em Tejipió, fugiu ontem após usar entulhos para construir uma espécie de escada e pular o muro da unidade, que possui aproximadamente quatro metros de altura. Outros três presos que haviam iniciado a escalada não conseguiram escapar, pois foram avistados por um policial que fazia a segurança do presídio.
Por volta das 21h20, os quatro reeducandos estavam subindo a escada, entre as guaritas 8 e 9, do lado esquerdo da unidade, quando o PM os viu e atirou para cima. Apenas o preso que estava praticamente no topo do muro conseguiu pular para o outro lado. A parede, segundo a polícia, tem cerca elétrica, que está desligada por conta das obras. Oito viaturas fizeram rondas nas proximidades da unidade prisional, mas não encontraram o detento.
A suspeita é que o fugitivo seja um preso condenado em 2009 por roubo. Porém, a identidade dele só seria confirmada após a contagem dos mais de três mil presos, que iniciou às 23h40 e, até o fechamento desta edição, não havia terminado. Apenas após essa contagem é que a polícia poderia informar, ainda, se apenas um detento fugiu ou se outros haveriam passado pelo muro antes de o quarteto ser interceptado.
Esta é a segunda fuga que acontece em uma semana com detentos utilizando entulhos das obras para pularem o muro do Aníbal Bruno. No último dia 18, quem escapou foi o presidiário Jackson Jeferson de Olveira, de 28 anos. O foragido cumpria pena desde 2000 por assalto, homicídio e tráfico de drogas e já teve passagens pelas penitenciárias de Petrolina, de Igarassu e Barreto Campelo, em Itamaracá. Jackson também já esteve foragido uma vez, em 2007, quando escapou do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP).
Comissário de polícia é morto por assaltantes
Comissário de polícia é morto por assaltantes
Vítima tentou intervir no roubo do carro do seu sobrinho
DIEGO MENDES
A vida do comissário da Polícia Civil Jerônimo de França Pereira, de 54 anos, que tinha mais de 20 anos de serviço prestado ao Estado, foi interrompida de forma violenta às 20h de ontem. O policial foi morto com dois tiros disparados por assaltantes que levaram o carro do seu sobrinho, na rua Três, na 4ª Etapa de Rio Doce, em Olinda. A vítima ainda foi socorrida, por vizinhos, para um hospital particular do município, mas já chegou morta. O assassinato vai ser investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), já o roubo do veículo ficará sobre a responsabilidade da delegacia daquela cidade.
De acordo com Carlos Victor Pereira, 22, sobrinho do comissário e dono do carro roubado, o assalto aconteceu no momento em que ele foi buscar a namorada em um salão de beleza. “Cheguei do trabalho e fui buscar minha namorada. Enquanto esperava ela sair, fiquei falando com meu tio que estava arrumado para um compromisso. Ele foi embora e, logo em seguida, fui abordado por dois assaltantes. Um deles me colocou no banco traseiro e o outro assumiu o volante. Ao verem a ação dos bandidos, as pessoas correram até a parada de ônibus e falaram o que estava acontecendo ao meu tio, que voltou. Sem saber o que estava se passando, ele abriu a porta do carro e perguntou qual era o problema. O ladrão que estava comigo no banco de trás atirou”, explicou.
Os disparos atingiram o policial civil no rosto e na perna e os assaltantes levaram o Celta branco, de placa KKW-1874, que, até o fechamento desta edição, não tinha sido encontrado pela polícia, assim como os dois assaltantes. Além da morte do parente, a tentativa de levar o dono do carro deixou a família intrigada. “Se eles quisessem apenas o veículo, teriam levado, pois meu filho já estava fora dele”, argumentou Carlos Alexandre Gonçalves, pai de Carlos Victor.
Jerônimo Pereira, atualmente, estava trabalhando na sede da Polícia Civil, na rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, no Recife. Segundo Carlos Gonçalves, na quarta-feira desta semana o comissário colocou dois assaltantes para correr. “Isso foi praticamente no mesmo local do assalto de ontem”, contou.
Vítima tentou intervir no roubo do carro do seu sobrinho
DIEGO MENDES
A vida do comissário da Polícia Civil Jerônimo de França Pereira, de 54 anos, que tinha mais de 20 anos de serviço prestado ao Estado, foi interrompida de forma violenta às 20h de ontem. O policial foi morto com dois tiros disparados por assaltantes que levaram o carro do seu sobrinho, na rua Três, na 4ª Etapa de Rio Doce, em Olinda. A vítima ainda foi socorrida, por vizinhos, para um hospital particular do município, mas já chegou morta. O assassinato vai ser investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), já o roubo do veículo ficará sobre a responsabilidade da delegacia daquela cidade.
De acordo com Carlos Victor Pereira, 22, sobrinho do comissário e dono do carro roubado, o assalto aconteceu no momento em que ele foi buscar a namorada em um salão de beleza. “Cheguei do trabalho e fui buscar minha namorada. Enquanto esperava ela sair, fiquei falando com meu tio que estava arrumado para um compromisso. Ele foi embora e, logo em seguida, fui abordado por dois assaltantes. Um deles me colocou no banco traseiro e o outro assumiu o volante. Ao verem a ação dos bandidos, as pessoas correram até a parada de ônibus e falaram o que estava acontecendo ao meu tio, que voltou. Sem saber o que estava se passando, ele abriu a porta do carro e perguntou qual era o problema. O ladrão que estava comigo no banco de trás atirou”, explicou.
Os disparos atingiram o policial civil no rosto e na perna e os assaltantes levaram o Celta branco, de placa KKW-1874, que, até o fechamento desta edição, não tinha sido encontrado pela polícia, assim como os dois assaltantes. Além da morte do parente, a tentativa de levar o dono do carro deixou a família intrigada. “Se eles quisessem apenas o veículo, teriam levado, pois meu filho já estava fora dele”, argumentou Carlos Alexandre Gonçalves, pai de Carlos Victor.
Jerônimo Pereira, atualmente, estava trabalhando na sede da Polícia Civil, na rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, no Recife. Segundo Carlos Gonçalves, na quarta-feira desta semana o comissário colocou dois assaltantes para correr. “Isso foi praticamente no mesmo local do assalto de ontem”, contou.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Vamos parar e olhar como se faz uma NEGOCIAÇÂO DIGNA
Agentes pedem re-estruturação salarial
PFs sentem-se prejudicados por ganharem menos que categorias com mesma regulação
Os policiais federais realizam desde ontem uma paralisação de 24 horas para reivindicar a re-estruturação salarial da categoria. Entre às 8h de ontem às 8h de hoje, os serviços realizados pelos cerca de 800 policiais lotados no Estado foram executados por apenas 30% do efetivo. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Marcelo Pires, outas carreiras que têm a mesma regulação, como defensores públicos, funcionários do Banco Central e da Agência Brasileira de Inteligência, têm salários bem maiores do que os agentes da Polícia Federal (PF). “Hoje, o salário base dessas categorias gira em torno de R$ 12 a 14 mil, enquanto o nosso salário base é de R$ 7 mil. O nosso topo é de 11 mil, menor que o base de outras carreiras”, argumentou.
“Em março do ano passado, o Governo Federal acenou com um projeto de lei que tinha como objetivo resolver a questão. Acontece que nesse meio tempo não houve nenhuma iniciativa de re-estruturação da carreira dos policiais porque eles usam como referência o salário dos delegados federais, que é bem mais alto que o nosso”, declarou Marcelo. “Nós, que éramos referência, que somos um dos órgãos que têm mais credibilidade do Brasil, atualmente estamos abaixo da média salarial”, acrescentou. Segundo a assesssoria de Imprensa da PF, durante a paralisação não houve nenhuma descontinuidade nos serviços prestados à população.
PFs sentem-se prejudicados por ganharem menos que categorias com mesma regulação
Os policiais federais realizam desde ontem uma paralisação de 24 horas para reivindicar a re-estruturação salarial da categoria. Entre às 8h de ontem às 8h de hoje, os serviços realizados pelos cerca de 800 policiais lotados no Estado foram executados por apenas 30% do efetivo. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Marcelo Pires, outas carreiras que têm a mesma regulação, como defensores públicos, funcionários do Banco Central e da Agência Brasileira de Inteligência, têm salários bem maiores do que os agentes da Polícia Federal (PF). “Hoje, o salário base dessas categorias gira em torno de R$ 12 a 14 mil, enquanto o nosso salário base é de R$ 7 mil. O nosso topo é de 11 mil, menor que o base de outras carreiras”, argumentou.
“Em março do ano passado, o Governo Federal acenou com um projeto de lei que tinha como objetivo resolver a questão. Acontece que nesse meio tempo não houve nenhuma iniciativa de re-estruturação da carreira dos policiais porque eles usam como referência o salário dos delegados federais, que é bem mais alto que o nosso”, declarou Marcelo. “Nós, que éramos referência, que somos um dos órgãos que têm mais credibilidade do Brasil, atualmente estamos abaixo da média salarial”, acrescentou. Segundo a assesssoria de Imprensa da PF, durante a paralisação não houve nenhuma descontinuidade nos serviços prestados à população.
Operação conjunta Polícia Militar/Civil desmantela grupo de extermínios
GUARARAPES II -
Operação conjunta captura 32 pessoas
LEOPOLDO MONTEIRO
Três grupos de extermínio com atuações no Recife e em Jaboatão dos Guararapes foram desarticulados ontem durante uma mega operação realizada em conjunto entre as polícias Civil e Militar. Os grupos, segundo a polícia, são responsáveis por, pelo menos, 58 homicídios nos últimos dois anos. Um total de 32 pessoas foram capturadas, entre elas, dois policiais militares - 6º e 19º BPM - e um guarda municipal de Jaboatão. Os criminosos também são suspeitos de participação no comércio ilegal de drogas e de armas. Cinco revólveres e duas pistolas foram apreendidos durante a operação intitulada Guararapes II. Todos os criminosos foram levados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no bairro do Cordeiro, no Recife.
No total, são 31 mandados de prisão expedidos pela Vara Privativa do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes. Participaram da operação 325 policiais, sendo 200 da Polícia Civil e 125 da Polícia Militar. Os suspeitos são acusados de extorsão e formação de quadrilha. Eles estavam sendo investigados desde outubro de 2009. “Os crimes praticados pelos grupos estão ligados a pistolagem e ao tráfico de drogas. As prisões são a continuação da Operação Guararapes, realizada em 2008”, esclareceu o diretor-geral de Operações de Polícia Judiciária, Osvaldo Morais. Ainda segundo ele, o líder de uma das quadrilhas conseguiu escapar. “No momento em que estava sendo realizada a abordagem, um dos principais integrantes de um dos grupos conseguiu fugir”, acrescentou.
A participação dos PMs e do guarda municipal nos grupos, segundo Osvaldo Morais, é pelos crimes de tráfico de drogas e homicídios. O policial lotado do 6º BPM foi detido dentro do batalhão onde trabalha. O balanço da Operação Guararapes será apresentado hoje, durante uma entrevista coletiva, às 14h, na sede da Secretaria de Defesa Social do Estado, no bairro de Santo Amaro. Os suspeitos foram encaminhados para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.
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Operação conjunta captura 32 pessoas
LEOPOLDO MONTEIRO
Três grupos de extermínio com atuações no Recife e em Jaboatão dos Guararapes foram desarticulados ontem durante uma mega operação realizada em conjunto entre as polícias Civil e Militar. Os grupos, segundo a polícia, são responsáveis por, pelo menos, 58 homicídios nos últimos dois anos. Um total de 32 pessoas foram capturadas, entre elas, dois policiais militares - 6º e 19º BPM - e um guarda municipal de Jaboatão. Os criminosos também são suspeitos de participação no comércio ilegal de drogas e de armas. Cinco revólveres e duas pistolas foram apreendidos durante a operação intitulada Guararapes II. Todos os criminosos foram levados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no bairro do Cordeiro, no Recife.
No total, são 31 mandados de prisão expedidos pela Vara Privativa do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes. Participaram da operação 325 policiais, sendo 200 da Polícia Civil e 125 da Polícia Militar. Os suspeitos são acusados de extorsão e formação de quadrilha. Eles estavam sendo investigados desde outubro de 2009. “Os crimes praticados pelos grupos estão ligados a pistolagem e ao tráfico de drogas. As prisões são a continuação da Operação Guararapes, realizada em 2008”, esclareceu o diretor-geral de Operações de Polícia Judiciária, Osvaldo Morais. Ainda segundo ele, o líder de uma das quadrilhas conseguiu escapar. “No momento em que estava sendo realizada a abordagem, um dos principais integrantes de um dos grupos conseguiu fugir”, acrescentou.
A participação dos PMs e do guarda municipal nos grupos, segundo Osvaldo Morais, é pelos crimes de tráfico de drogas e homicídios. O policial lotado do 6º BPM foi detido dentro do batalhão onde trabalha. O balanço da Operação Guararapes será apresentado hoje, durante uma entrevista coletiva, às 14h, na sede da Secretaria de Defesa Social do Estado, no bairro de Santo Amaro. Os suspeitos foram encaminhados para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
INVESTIGAÇÃO
INVESTIGAÇÃO -
Polícia Civil identifica suspeitos de matar PM
CAROLINA ALBUQUERQUE
O DHPP já identificou os dois suspeitos de matar o policial militar Lindnaldo da Silva, 39 anos, na madrugada do último domingo, na praça UR-1, na avenida Pernambucana, no Ibura. De acordo com o delegado, Paulo Furtado, estão sendo trabalhadas duas linhas de investigação. “Todas as hipóteses de motivação do crime estão sendo avaliadas”, afirmou. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados para não atrapalhar as investigações. Na manhã de ontem, o soldado foi sepultado no Parque das Flores, em Tejipió, sob forte comoção e indignação dos familiares, amigos e dos colegas da corporação.
O comandante do 19º BPM, Paulo Figueiredo, informou que já tem a identidade do criminoso. “Sabemos onde ele mora. É um traficante da área, com passagem pela polícia”, afirmou. Ainda no domingo, o comandante montou uma força tarefa para fazer buscas pela área, chegando à pistola Ponto 40 do PM, supostamente roubada, e a moto utilizada pelos criminosos, de placa KSJ-9551.
No Parque das Flores, o soldado que dedicou 19 anos da sua vida à PM, foi sepultado com honraria militar. Aos presentes, foi executado o toque de silêncio como uma última homenagem da Corporação Militar ao policial, lotado há quatro anos no 19º BPM. Lindnaldo deixou mulher e quatro filhos. O soldado foi morto após discutir com um suposto homem envolvido com o tráfico de drogas na área do Ibura, porque ele teria encostado o cano de escape da moto na perna do policial. Depois de um bate boca entre os dois, a situação foi apaziguada. Porém, o criminoso voltou e efetuou quatro disparos contra o policial, em cima de uma moto.
Polícia Civil identifica suspeitos de matar PM
CAROLINA ALBUQUERQUE
O DHPP já identificou os dois suspeitos de matar o policial militar Lindnaldo da Silva, 39 anos, na madrugada do último domingo, na praça UR-1, na avenida Pernambucana, no Ibura. De acordo com o delegado, Paulo Furtado, estão sendo trabalhadas duas linhas de investigação. “Todas as hipóteses de motivação do crime estão sendo avaliadas”, afirmou. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados para não atrapalhar as investigações. Na manhã de ontem, o soldado foi sepultado no Parque das Flores, em Tejipió, sob forte comoção e indignação dos familiares, amigos e dos colegas da corporação.
O comandante do 19º BPM, Paulo Figueiredo, informou que já tem a identidade do criminoso. “Sabemos onde ele mora. É um traficante da área, com passagem pela polícia”, afirmou. Ainda no domingo, o comandante montou uma força tarefa para fazer buscas pela área, chegando à pistola Ponto 40 do PM, supostamente roubada, e a moto utilizada pelos criminosos, de placa KSJ-9551.
No Parque das Flores, o soldado que dedicou 19 anos da sua vida à PM, foi sepultado com honraria militar. Aos presentes, foi executado o toque de silêncio como uma última homenagem da Corporação Militar ao policial, lotado há quatro anos no 19º BPM. Lindnaldo deixou mulher e quatro filhos. O soldado foi morto após discutir com um suposto homem envolvido com o tráfico de drogas na área do Ibura, porque ele teria encostado o cano de escape da moto na perna do policial. Depois de um bate boca entre os dois, a situação foi apaziguada. Porém, o criminoso voltou e efetuou quatro disparos contra o policial, em cima de uma moto.
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