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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Policial e detento executados

DOIS UNIDOS -
Policial e detento executados

JOSÉ ACCIOLY

O DHPP investiga um duplo homicídio ocorrido na madrugada de ontem, no Alto do Capitão, no bairro de Dois Unidos, no Recife. Um agente da Polícia Civil de Pernambuco e um detento em condicional foram executados com três tiros na cabeça, cada. José Antônio da Silva, 34, que trabalhava na Delegacia Seccional de Casa Caiada, em Olinda, e Joselito Santos Fernandes, 35, morreram na 2ª travessa do Tupiraçaba. Eles eram primos. Josuel Santos de Lima, que é irmão do detento, saiu ferido e sobreviveu.

Segundo informações da PM, os três estavam bebendo numa barraca no endereço quando quatro pessoas chegaram de moto e efetuaram os disparos. Os criminosos chegaram a descer dos veículos para atirar de perto contra as vítimas. “O crime ocorreu por volta da 0h20. Os bandidos que fizeram isso sabiam o que estavam fazendo. Vieram para matá-los”, declarou o comandante do 11º BPM, major Franklin Barbosa.

Mesmo baleado, Josuel, o único que sobreviveu ao atentado, correu por um beco e conseguiu se salvar. Um dos tiros atingiu a coluna dele. Josuel foi socorrido no Hospital da Restauração (HR) e submetido a uma neurocirurgia. Ele permanecia na sala de recuperação da unidade médica, sem risco de vida. No local, ainda havia vestígios da execução. No muro em frente a barraca, há uma perfuração de bala. Marcas de sangue ficaram espalhadas pelo chão.

A perícia do Instituto de Criminalística (IC) identificou três perfurações na cabeça de cada uma das vítimas, que reforça a tese de execução. Cápsulas deflagradas nem projéteis foram encontrados na cena do crime. A polícia tomou os primeiros depoimentos de parentes das vítimas, mas não divulgou o conteúdo das oitivas. O que chama a atenção é que nenhuma das três vítimas residiam no bairro em que foram alvejados. O departamento de homicídios designou, ainda ontem, o delegado Victor Hugo Rondon para continuar as investigações.

O crime é cercado de mistério, segundo Victor Hugo. “A motivação e autoria continuam desconhecidas. O que posso adiantar é que o crime tem características de execução, mas que precisam ser aprofundadas durante a investigação”, adiantou.

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